No ano passado lançamos um programa de treinamento de força chamado “O básico bem feito”, ele se resume a exercícios de força com o peso corporal envolvendo pranchas, movimentos calistênicos, flexões, entre outros. Ou seja, um tipo de treino que qualquer pessoa consegue fazer, pois não exige habilidade, somente capacidades.
Por que eu faço esse preâmbulo? Semana retrasada falei para uma rádio e na pergunta da jornalista veio: “Professor, há 50 dias da Maratona Internacional quem não faz treino de força (musculação), deve começar?”, essa semana uma aluna começou a fazer bicicleta ergométrica, outro inventou de começar pilates. Todos, esses com a mesma prova alvo, daqui 43 dias.
O que aconteceu com os treinos de corrida de todos esses casos reais e o que viria a acontecer com o aluno imaginário da jornalista? Chute… pense aí contigo lendo esse texto.
Dores e mais dores por todo o corpo! Limitação dos treinos de corrida justamente em fases do treino em que a corrida está com o maior volume da preparação.
Fazer o básico, no caso correr é o mais importante. Você não deve reinventar a roda. Agora vou mais longe, há mais tempo atrás, outro aluno começou a fazer treinos de luta, outro de Hyrox e CrossFit. No que eles ficaram bons? Nem uma coisa nem outra (talvez). Triatletas, geralmente são ótimos em um dos esportes e nos demais sobrevivem.
Onde quero chegar: corredores vamos fazer o básico bem feito! E o que é o básico. Primeiro, treinar corrida, se dedicar e ter regularidade, entregar os treinos propostos e etc. Segundo, tudo que é exercício de força ou mesmo cardio precisa ser auxiliar da corrida, ou seja, não pode ocupar parte importante do dia a dia do corredor e muito menos impedir ele de realizar a sua atividade principal: a corrida.
Fortalecimento, natação, lutas, crossfit, funcional ou qualquer outro deve servir a corrida e não atrapalhar a corrida. Ainda, existem fases de treino onde essas outras modalidades entram e outras que elas devem sumir, tudo priorizando a corrida, que é o esporte que você escolheu seguir na sua vida adulta.
Reflexão: você já viu ginasta jogando bola durante sua preparação de Olimpíadas? Tenista praticando surf?
Como diz a música: “ado a ado, cada um no seu quadrado”. Vamos fazer o básico bem feito!